domingo, 6 de novembro de 2011

PMs são acusados de extorsão



Armas, ameaças e pedido de altas quantias financeiras. Se os casos de extorsão mediante sequestro traumatizam e exigem das vítimas coragem para denunciar, isso se agrava quando o crime é cometido por quem deveria proteger a população: policiais militares. De 2009 ao início de agosto deste ano, foram abertos 15 processos de extorsão mediante sequestro na Justiça Militar do Rio. Em 2009, foram três casos, em 2010 foram sete, e este ano já contabiliza pelo menos cinco episódios.

Um desses casos aconteceu em 17 de abril de 2010. Naquela ocasião, X. fazia uma viagem de Barbacena, em Minas Gerais, para a Região dos Lagos, no Rio. Por volta de 11h15m, ele foi abordado por policiais de um posto do BPRv, na RJ-124, em Rio Bonito. X estava com a mulher, Z.; o cunhado e a namorada deste último.

Após a abordagem, um PM teria pegado R$ 3.600 dos bolsos de X. Os policiais teriam ficado também com R$ 390 do cunhado do motorista. Segundo X.., os policiais exigiram ainda ir até um caixa eletrônico num posto de gasolina. Mais R$ 510 teriam sido entregues aos PMs após um saque.
Respondem em liberdade ao processo os sargentos Gesimar Francisco de Araújo e Marcos Marcelo Vieira da Silva e os cabos Jeferson Guedes Sampaio e Alexei César Mohana Barreto.

GPS confirma

A versão dos policiais militares é outra. Eles alegam que o Kia Sportage de X. vinha em alta velocidade e por isso foi parado. Os PMs afirmam que o motorista engoliu um cigarro de maconha ao perceber que seria alvo de uma blitz. Eles dizem ainda que X. estava alterado e, por esse motivo, foi algemado e conduzido para o interior do posto do BPRv. Os policiais informaram no processo que o fato acabou não sendo registrado por não ter havido materialidade.

Depois do ocorrido, as vítimas seguiram viagem. O grupo fez a denúncia do caso no dia seguinte, no 25 BPM (Cabo Frio). A favor deles, está o GPS do carro usado pelos policiais.
O aparelho confirma que os PMs estiveram perto do posto de gasolina Graal, onde ocorreu o saque no caixa eletrônico. X. alega que lá retirou o dinheiro para entregar aos policiais. Os PMs defendem-se dizendo que foram até as proximidades do posto de gasolina para almoçar. Eles afirmam que constataram que o local estava muito cheio e decidiram ir embora.

Depoimento

Os policiais militares chegaram a ser presos, mas já estão em liberdade.
— Dá muito trabalho denunciar. A gente sofreu e continua sofrendo. A pessoa tem que ter muita vontade de fazer justiça, mas só fazendo justiça a gente consegue tirar um pouco o sentimento de violência contra a gente. Parece que quando a gente corre atrás para denunciar tudo muda. Transforma o sentimento negativo em positivo — contou Z.
Os advogados questionam a versão das vítimas:

— Ele não participou da abordagem porque estava no interior do DPO. Ele ficou o tempo todo no interior do DPO. Eles (motorista e a mulher) entram em contradição — disse José Luiz Mesquita da Silva, advogado do PM Marcos Marcelo.

A advogada de Jeferson Guedes e de Alexei Barreto, Ângela Cristina Moratelli, questionou o fato de o cunhado da vítima e de a namorada dele não terem prestado depoimento.

— Não existe prova material de que a extorsão ocorreu — disse.
O advogado do sargento Gesimar de Araújo foi procurado, mas não retornou as ligações do EXTRA.

EXTRA


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Cinegrafista da Band morre em tiroteio entre policiais e traficantes em Antares



Um cinegrafista de uma emissora de TV foi baleado e morreu no tiroteio entre policiais e traficantes que aconteceu na manhã deste domingo, na Favela de Antares, na Zona Oeste. Gelson Domingos, que trabalhava na Band, foi atingido no peito e levado para a UPA de Santa Cruz, mas não resistiu aos ferimentos, segundo informações do 27º BPM (Santa Cruz).
O intenso tiroteio começou às 6h30m deste domingo quando cerca de 80 policiais do Batalhão de Operações Especiais e do Choque entraram na favela pela área de lazer da Comlurb e foram recebidos a tiros. A PM ainda não informou o motivo da operação em Antares.



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PM de UPP é baleado em Parada de Lucas

Rio - O soldado Wágner Nascimento da Silva, de 30 anos, foi atacado por bandidos e baleado no abdômen, na noite deste sábado, em Parada de Lucas, na Zona Norte. O crime foi praticado por homens em um Fiesta Vermelho roubado. O militar é lotado em uma das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) da área do 19º BPM (Copacabana). Ele foi operado e está em observação no Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

De acordo com policiais do 16º BPM (Olaria), o PM chegava em casa por volta das 22h quando estranhou a movimentação de homens em um veículo na Rua Tinharé. Ele ligava para o batalhão para alertar sobre o fato quando foi baleado pelos marginais. Os criminosos fugiram em seguida. Ainda não se sabe se algo foi levado do PM.

Três UPPs estão instaladas em comunidades na área do 19º BPM: Tabajaras/Cabritos (Copacabana) , Cantagalo/Pavão-Pavãozinho (Copacabana/Ipanema) e Babilônia/Chapéu Mangueira (Leme). Ainda não se sabe em qual delas o soldado era lotado.

O caso está sendo registrado na 38ª DP (Brás de Pina).

O DIA


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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Bandidos invadem escola do Rio; ação da PM prende 4 e mata 1

Uma operação da Polícia Militar deixou um suspeito morto e quatro presos nesta sexta-feira em Bangu, na zona oeste do Rio. Durante a fuga, quatro criminosos invadiram a Escola Estadual Professor Daltro Santos.

Bandido tentou se passar por funcionário após invadir escola
Traficantes em fuga invadem escola na zona oeste do Rio

A PM informou que 3 dos 4 criminosos que entraram na escola conseguiram fugir pulando um muro. Um deles, no entanto, tentou se esconder na unidade e acabou preso. Nenhum aluno foi ferido, e as aulas foram suspensas.

Outros três criminosos foram detidos no decorrer da operação. Um outro homem foi ferido em uma mata próxima à favela e levado ao hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Por volta das 12h30, a PM ainda cercava o local e fazia buscas na região. A polícia suspeita que criminosos tenham entrado em casas de moradores durante a fuga. O trânsito também foi interditado em algumas ruas.

A operação acontece para reprimir o tráfico de drogas na região. Desde segunda-feira estão sendo feitas operações diárias na comunidade. Criminosos chegaram a atear fogo em pneus e bloquear tráfego em vias.

"Foi muito tiro. Fiquei muito assustado. Estava voltando do trabalho quando vi um monte de gente correndo e a polícia atirando do Caverão --o carro blindado do Bope", disse um morador que não quis se identificar.

OUTRA OPERAÇÃO

Dois suspeitos morreram na manhã de hoje durante uma outra operação da PM, que ocorre na favela de Manguinhos, zona norte do Rio. Segundo a PM, entre os mortos está o soldado do Exército Thiago Brandão, 22.

A Folha tentou contato com o Exército, mas ainda não obteve retorno. A outra vítima tem 17 anos e seria prima do soldado. Segundo a corporação, eles trocavam tiros com os policiais do Bope no início da ocupação.

A menos 150 policiais militares do Bope e do Batalhão de Choque participam da ação nas favelas de Manguinhos, Mandela 1 e 2, na zona norte do Rio. Segundo a PM, o objetivo da operação é reprimir o tráfico de drogas.

FOLHA



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PM liberta refém após parar bandidos em blitz da Lei Seca em SP

Traficantes armados invadiram a Escola Estadual Professor Daltro Santos, na Vila Aliança, em Bangu, zona oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira. Segundo o 14º Batalhão da PM (Bangu), não houve reféns e os criminosos já deixaram a unidade.

A Secretaria de Educação do Rio disse que ninguém ficou ferido e não houve dano ao patrimônio ou furto de equipamentos. As aulas na escola foram suspensas temporariamente. A secretaria disse que vai "garantir a integridade física e moral de alunos, professores e funcionários", e que as aulas serão repostas.

A PM ainda cerca o local e faz buscas na região. O trânsito também foi interditado em algumas ruas. Segundo informações da GloboNews, ao menos dois suspeitos foram presos, mas não se sabe ainda quantos conseguiram fugir.

De acordo com informações do 14º BPM, os criminosos entraram na escola após intensa troca de tiros com policiais que tentavam reprimir o tráfico de drogas na favela --desde segunda-feira são feitas operações diárias na comunidade.

A PM informou ainda que um homem foi ferido em uma mata próxima à favela e levado ao hospital Albert Schweitzer, em Realengo. Um fuzil foi apreendido.

OUTRA OPERAÇÃO

Dois suspeitos morreram na manhã de hoje durante uma outra operação da PM, que ocorre na favela de Manguinhos, zona norte do Rio. Segundo a PM, entre os mortos está o soldado do Exército Thiago Brandão, 22.

A Folha tentou contato com o Exército, mas ainda não obteve retorno. A outra vítima tem 17 anos e seria prima do soldado. Segundo a corporação, eles trocavam tiros com os policiais do Bope no início da ocupação.

A menos 150 policiais militares do Bope e do Batalhão de Choque participam da ação nas favelas de Manguinhos, Mandela 1 e 2, na zona norte do Rio. Segundo a PM, o objetivo da operação é reprimir o tráfico de drogas.

FOLHA



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PM liberta refém após parar bandidos em blitz da Lei Seca em SP

Uma mulher que era mantida refém foi libertada na noite de ontem (3) após ser parada em uma blitz da Lei Seca na região da Vila Nova Conceição, zona sul de São Paulo. Três suspeitos foram presos.

A vítima foi rendida pelo trio quando deixava o trabalho. Eles a obrigaram a entrar em seu carro e dirigir. Já na avenida Hélio Pellegrino, no entanto, o veículo --um Honda Fit-- foi abordado por uma fiscalização de rotina.

Os policiais perceberam o nervosismo da motorista, que saiu do carro e afirmou que era vítima de sequestro.

Os três criminosos foram presos e encaminhados para o 27º DP (Campo Belo), onde o caso foi registrado. Um revólver calibre 38 foi apreendido com os suspeitos.

FOLHA



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Escrivão que criticou polícia após assalto no Morumbi é afastado

O escrivão do 89º DP (Portal do Morumbi) que aconselhou vítimas de um arrastão a se mudarem do Morumbi por conta da atual violência no bairro da zona oeste de São Paulo foi afastado do cargo ontem (3) pela Polícia Civil, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública).

Prédio residencial no Morumbi, em SP; bandidos renderam a
segurança e roubaram moradores na quarta-feira (2)
Segundo as vítimas do roubo, ocorrido na quarta-feira (2), o escrivão, que não foi identificado, disse que elas deveriam deixar o bairro do Morumbi porque a Polícia Civil não tem estrutura para combater a criminalidade.

De acordo com o delegado do 89º DP, Carlos Batista, o caso será investigado e o policial deve ser transferido para outro departamento.

A polêmica aconteceu após um assalto a um condomínio do bairro. Em quase duas horas de ação, os bandidos renderam seis pessoas sob a mira dos revólveres e roubaram cerca de R$ 15 mil em eletrônicos e objetos pessoais. As vítimas relatam ter sofrido agressões e ameaças.

As vítimas dizem ainda ter ouvido de um PM que ele "não era caubói" para procurar o bandido.

O Morumbi tem sofrido nos últimos meses uma onda de assaltos a residências. Desde 24 de agosto, a PM realiza uma operação que conta com homens de outras regiões da cidade.

Em setembro, o bairro teve o menor número de roubos e furtos do ano, segundo dados oficiais do governo.

FOLHA


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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Supremo decide que dirigir bêbado é crime

SÃO PAULO - Em meio à discussão sobre lei seca e bafômetro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão que passou quase despercebida, mas deve balizar novas sentenças e até garantir no futuro a punição de infratores: dirigir bêbado, mesmo sem causar acidente, já é, sim, um crime.

Em decisão unânime, 5 dos 11 ministros do Supremo reunidos na 2.ª Turma rejeitaram no fim de setembro um habeas corpus (HC 109269) impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de um motorista de Araxá (MG) denunciado por dirigir embriagado.

Com argumentos semelhantes aos usados em dezenas de casos pelo País, o condutor destacou que o crime de embriaguez ao volante só passou a ser previsto de forma mais rígida em 2008, depois que a lei seca reformou o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Antes, só havia crime se o bêbado causasse algum dano ou agisse de forma imprudente. Mas, apesar da mudança, muitos juízes continuaram com o antigo entendimento, considerando na prática a lei seca ilegal.

Citando precedente da ministra Ellen Gracie, o relator do STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ser irrelevante indagar se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não algum bem. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo."

Debate. O mesmo artigo 306 estabelece os níveis de álcool no sangue que configuram crime e dispõe sobre o uso do bafômetro - temas sob discussão no Judiciário (veja ao lado).

A pena para quem dirige bêbado é de 6 meses a 3 anos. Advogados ouvidos pelo Estado, como o doutor em Direito Constitucional Sergio Resende de Barros, acreditam que a decisão do STF deve reduzir as chances de motorista alcoolizado ser absolvido.

ESTADÃO



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Jovem morre após revista de PMs, que alegam 'mal súbito'

SÃO PAULO - No dia 25, o balconista Milton Dal Corso Filho, de 22 anos, saiu de casa para encontrar uma amiga. Por volta da 1 hora, quando passava por um escadão na altura do número 220 da Rua Forte de São Caetano, no Jardim Antártica, na zona norte, foi abordado pelo sargento Osmar Rodrigues Mendonça e pelo soldado Paulo dos Santos Silva, que estavam na viatura M-47309, da 3.ª companhia do 47.º Batalhão da Polícia Militar.



Segundo a versão dos policiais, outros dois rapazes que estavam próximos a Milton fugiram. Ele permaneceu parado. No boletim de ocorrência registrado no 72.º Distrito Policial (Vila Penteado), consta que os PMs fizeram uma revista e não encontraram nada de irregular com Milton. Eles então teriam se afastado por dois metros. Nesse momento, o rapaz teria sofrido um mal súbito e caído de costas, batendo a nuca no chão.

Ainda segundo a versão dos PMs, o rapaz foi levado ao Hospital da Vila Nova Cachoeirinha, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória. A família suspeita de que o rapaz tenha sido espancado e assassinado por PMs. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a morte.

O médico Emilio Kaoru Kimura atestou que a vítima foi atendida já sem vida, com uma lesão na região occipital esquerda do crânio. O laudo completo do Instituto Médico Legal (IML) será concluído em 60 dias, apontando com precisão o motivo da morte.

No BO, consta ainda que os PMs informaram ao delegado de plantão que não havia necessidade de mandar a perícia até o escadão, porque não existia "vestígio de interesse policial". A única testemunha do caso é justamente o soldado Dos Santos, companheiro do sargento Mendonça na abordagem.

Suspeita. O comerciante Alexandre Dal Corso, de 40 anos, irmão do balconista, diz que outros policiais tentaram "blindar" o sargento Mendonça, quando ele o encontrou na delegacia na madrugada do dia 25. "Ele nem conseguiu me encarar e estava transtornado", conta. "PMs tentaram apresentar versões diferentes sobre o que tinha acontecido. A história não batia."

A suspeita de Alexandre aumentou dois dias depois. Ele passava pelo escadão, tentando encontrar testemunhas da morte do irmão, quando foi abordado por outros policiais.

O comerciante diz que foi revistado e outros dois rapazes que estavam no local foram vítimas de violência. Segundo Alexandre, encontraram maconha com os jovens, que foram obrigados a comer a droga, tomaram tapas na cabeça e receberam ameaças. "Imaginei o que podem ter feito com o meu irmão."

Mãe do balconista, a costureira Neusa Martins Dal Corso, de 64 anos, disse que estranhou as marcas no corpo do filho. "A parte de trás da cabeça, a nuca, estava destruída."

Investigação. O delegado Natanael Silva Abreu, titular do 38.º DP (Vila Amália), responsável pela área onde o balconista morreu, disse que estranhou as circunstâncias apontadas no BO e por isso instaurou inquérito.

Abreu ouvirá hoje o irmão e a mãe do balconista e pediu que investigadores busquem testemunhas da abordagem. "Tem de haver uma reconstituição para explicarem direito como a vítima caiu. É preciso investigar com calma e rigor. Não vamos prevaricar (deixar de cumprir a obrigação) para favorecer ninguém."

A PM diz que também abriu inquérito para apurar os fatos e convidou Alexandre a apresentar testemunhas. No bairro, as pessoas que vivem próximas ao escadão não querem falar sobre o que aconteceu.

fonte: Estadão


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SP: mulher distrai policiais com pizza, e bando resgata presos

Homens armados invadiram uma delegacia no final da noite de domingo no bairro do Sacomã, zona sul de São Paulo, e resgataram ao menos 12 detentos do local - três deles já teriam sido recapturados e estariam sendo ouvidos no 83º Distrito Policial. Os bandidos agiram depois que uma mulher loira entrou na delegacia com uma pizza, distraindo os policiais civis que estavam no local. Houve troca de tiros entre bandidos e policiais militares em frente à delegacia, e uma pessoa teria ficado ferida. Durante a madrugada, buscas foram realizadas na tentativa de localizar os envolvidos.
Segundo o Bom Dia SP, os bandidos renderam os cinco policiais de plantão, resgataram os presos e fugiram levando ao menos três revólveres dis policiais, que foram presos na carceragem.

A delegacia fica no Parque Bristol, perto do zoológico da cidade e às margens da Via Anchieta, uma das principais ligações da capital com o litoral paulista. Trata-se da Central de Flagrantes do 26º Distrito Policial, que funciona como uma delegacia transitória, para onde são encaminhadas pessoas presas durante os fins de semana, para posterior encaminhamento a unidades prisionais.

TERRA


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Rio: Deputado Marcelo Freixo deixa o Brasil depois de receber ameaças de milicianos


A Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, o Ministério Público e o Disque-Denúncia (2253-1177) registraram, em pouco mais de um mês, sete denúncias de que várias milícias estão preparando o assassinato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Presidente da CPI das Milícias, que, em 2008, provocou o indiciamento de 225 pessoas, entre políticos, policiais militares e civis e bombeiros - boa parte do grupo está presa -, Freixo vai deixar o Brasil na terça-feira, com a família, a convite da Anistia Internacional.

O parlamentar vai para a Europa, mas o país de destino e o tempo de permanência no exterior estão sendo mantidos sob sigilo. Em reportagem publicada neste domingo, O GLOBO revelou a atuação de milicianos em pelo menos 11 estados, segundo dados fornecidos por Ministérios Públicos e Ouvidorias de Polícia.

Em alguns casos, como o da Bahia, as milícias agem com as mesmas características das do Rio em bairros de Salvador. Elas exploram o transporte alternativo e a distribuição de serviços de internet, de TV a cabo e de gás. Há suspeita também da participação de políticos.

Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu o problema das milícias. Já a corregedora Nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon, afirmou à reportagem que milicianos estão por trás da maioria dos casos de violência contra os magistrados brasileiros. Por isso, ela iniciou uma força-tarefa nos 27 estados para tentar identificar e punir grupos paramilitares.

- A Anistia ficou preocupada com a minha segurança devido ao acirramento das denúncias feitas contra mim. A Patrícia foi ameaçada e, na época, todos diziam que ninguém iria matá-la. Mesmo assim, mataram - disse Freixo referindo-se à juíza Patrícia Accioli, executada a tiros por milicianos na porta de casa, em Niterói, na Região Metropolitana, mês passado.

Maioria das denúncias é de milícias de Zona Oeste e IlhaAs informações sobre os planos de execução de Freixo envolvem, na sua maioria, milicianos da Zona Oeste do Rio e da Ilha do Governador. Em uma delas, do último dia 13, enviado à Coordenadoria Institucional de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um grupo de 50 milicianos fortemente armados se reuniu em um conjunto habitacional de Campo Grande para planejar o assassinato de Freixo. No mesmo dia, um outro bando do bairro de Cosmos chegou a fazer churrasco para tramar a morte do deputado.

No dia 3 deste mês, outro caso envolveu um policial do 18 Batalhão da Polícia Militar, em Jacarepaguá, acusado de pertencer a uma milícia. O PM atuaria no bairro Gardênia Azul, até então dominada pelo ex-vereador do Rio Cristiano Girão, denunciado pela CPI das Milícias, condenado e preso. O GLOBO mostrou, no último dia 10, a articulação para assassinar Freixo. Um ex-policial foragido do presídio da PM receberia cerca de R$ 400 mil para matar o parlamentar.

Parlamentar entregará dossiê ao governo do estadoEm 28 de setembro, mais um relato sobre a intenção de praticar um atentado contra Freixo. Um grupo paramilitar, liderado por um policial lotado na unidade do Grupamento de Policiamento em Áreas Ambientais (Gpae), se reuniu na Cidade de Deus com o objetivo de acertar os detalhes.

- Vou deixar o país, mas não é um recuo. Não é um arrependimento por ter denunciado as milícias. Vou voltar e continuar a luta contra os milicianos - ressalta Freixo, pré-candidato a prefeito nas eleições de 2012.
Atualmente, o deputado só anda escoltado por seguranças. A quantidade, porém, não é revelada por ele. Freixo utiliza ainda um carro blindado para os seus deslocamentos na cidade. Hoje, o parlamentar pretende entregar um dossiê detalhando todas ameaças sofridas à Secretaria Estadual de Segurança Pública e ao Ministério Público, além de pedir providências.

- O emocional da minha família está abalado. A milícia é um problema de todo o país. Trata-se de uma máfia que já matou uma juíza e não medirá esforços para matar um deputado. Até agora não recebi qualquer informação sobre as investigações da Secretaria de Segurança - afirmou Freixo.
Procurada pelo GLOBO, a Secretaria estadual de Segurança Pública não quis comentar as denúncias contra Freixo e a saída dele do país.

Concluída em dezembro de 2008, o trabalho da CPI das Milícias revelou o domínio territorial de grupos paramilitares. Um dos focos das investigações foi em Campo Grande, onde os irmãos Natalino e Gerônimo Guimarães, respectivamente, ex-deputado estadual e ex-vereador, chefiavam a maior milícia da região.
A CPI, associada aos inquéritos abertos pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), resultaram nas prisões dos políticos e dos milicianos.


Fonte: Extra


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sábado, 29 de outubro de 2011

Rio: Polícia vai criar na Tijuca projeto piloto de ‘UPP do asfalto’




Em lugar de um grande batalhão com centenas de policiais, companhias espalhadas pelos bairros — numa estrutura semelhante à das Unidades de Polícia Pacificadora. A mudança, que vai criar uma “UPP no asfalto”, vai sair do papel no próximo ano, dando uma nova cara à Polícia Militar. O projeto piloto será no 6º BPM (Tijuca).
O atual prédio do batalhão vai ser demolido. No seu lugar, será construída uma unidade administrativa, com previsão de um espaço para lazer e esportes, aberto ao público. O novo conceito da PM, que deve atingir todos os batalhões até 2014, foi anunciado anteontem pelo governador Sérgio Cabral.
A ideia de transição partiu do coronel Robson Rodrigues, com base na sua experiência de um ano e três meses à frente das UPPs. Ele deixou o cargo para assumir a chefia do Estado-Maior Administrativo após a troca no comando da corporação — hoje, o coronel Erir Ribeiro Costa Filho completa um mês como comandante-geral.
— Vai ser uma mudança drástica na PM. É o estilo da UPP. Só que dentro do bairro. Vamos levar para o asfalto toda a experiência que tivemos nas UPPs — promete o coronel Robson.
O sucesso das UPPs do Andaraí, Borel, Formiga, Macacos, Salgueiro e Turano motivou a escolha pelo batalhão da Tijuca para o projeto piloto. O novo modelo da PM terá companhias espalhadas nos bairros. A exemplo das unidades pacificadoras, os postos serão comandados por um capitão em módulos de alvenaria com estrutura metálica, que poderão ter dois andares e até 300 metros quadrados.
Essas unidades serão correspondentes às áreas das delegacias distritais — no caso do 6º BPM, 18ª DP (Praça da Bandeira), 19ª DP (Tijuca) e 20ª DP (Vila Isabel).
Para o coronel Robson, aproximar a corporação dos moradores é o maior desafio do novo conceito de PM.
— Precisamos ficar mais próximos da sociedade. Estamos saindo de um modelo de polícia colonial, mais focado no interesse do Estado. Queremos desmistificar essa relação de medo e distanciamento — afirma ele.
A transição para um novo conceito da PM começa a ser discutida na segunda-feira, numa reunião com a Empresa de Obras Públicas (Emop), onde será tratada a mudança de endereço do Quartel-General. O QG vai deixar a Rua Evaristo da Veiga, no Centro, e será transferido para um prédio moderno, com serviços terceirizados.
— O governo acertou em cheio. A PM mantém um modelo tradicional do Exército e o resultado não é satisfatório. É preciso mudar — comentou o subtenente Vanderlei Ribeiro, presidente Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.


Fonte: Extra


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Trânsito mata mais de 40 mil e bate recorde

Os acidentes de trânsito deixaram 40.610 mortos no país em 2010, média de 111 por dia e uma alta de 8% sobre o ano anterior, informa Alencar Izidoro. É o maior número em 15 anos, segundo o Ministério da Saúde. A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

As internações cresceram 15%, beirando 146 mil.

Para o ministro Alexandre Padilha, a elevação se deve principalmente ao aumento da frota de motos. Pelo 2º ano, morreram mais motociclistas que pedestres.

Movimento de motociclistas na avenida Rebouças; trânsito matou mais de 40 mil pessoas no ano passado


Técnicos incluem também um provável relaxamento da lei seca. O ministro da Saúde admite que a embriaguez é uma das principais causas de acidentes, mas argumenta que fiscalizar é atribuição dos Estados.

Especialistas listam ainda ações do governo federal, como a lei, sancionada por Lula, que regulamentou a profissão de mototaxista e os incentivos a motos e carros, em detrimento do transporte coletivo.


Fonte: Folha

Alunos pedem fim de convênio entre USP e PM para desocupar prédio

Alunos entram em confronto com policiais em campus da USP